domingo, 24 de novembro de 2013

QUEM É LEVI LEONEL DE SOUZA - I

QUEM É LEVI LEONEL DE SOUZA - I
     
       Me perguntam isso muitas vezes, em palestras, cursos, seminários e frequentemente não tenho como responder de uma só vez. Respondo aqui, mas ainda por partes, porque não faço apenas uma coisa na/da vida. Começo de algum ponto, sem ser o mais importante para mim, pois levo todos meus interesses mais ou menos ao mesmo tempo.
       Enquanto psicólogo, sou antes de tudo o mais, um clínico e teórico razoavelmente comprometido e engajado nas ideias psicanalíticas vinculadas principalmente a D. Winnicott (teoria do amadurecimento emocional), A. Green (o neutro, narcisismo e clínica do vazio), C. Bollas (clínica da histeria; forças do destino), A. Alvarez (psicanálise do autismo), H. Kohut (análise do self) - sem que assinem em baixo um ao outro - além do próprio Freud, claro, que dispensa comentários!
       Também sou leitor interessado de J. Lacan, F. Dolto, P. Aulagnier (sem, também, que um e outro necessariamente se subscrevam). Leitor eventual, mas curioso, de J. MacDougall e Bion, de onde retiro, da primeira, subsídios para uma clínica psicanalítica psicossomática, e do segundo um trabalho do e sobre o sonho com consequências sobre minha clínica do corpo em psicanálise e nos trabalhos em grupo.
       Destes psicanalistas Winnicott talvez tenha sido aquele que mais se ocupou com a questão do sensível em psicanálise; e isso interessou-me profundamente, pois minha história com o corpo, remontava às artes marciais praticadas desde menino, entre o judô, o wing-chun e o kalaripayatu (já adulto), exatamente nesta sequência. Depois, por paixão, acrescentei nesta jornada pelo corpo, a medicina indiana, na forma do yôga, das terapias corporais e massagem, e isso até hoje. Noutro momento voltarei a esta parte dos meus interesses, com suas teorias do corpo e as consequências daí advindas.
       Todos os autores acima citados são, de um modo ou de outro, freudianos, desta maneira fica transparente meu comprometimento com o pensamento freudiano, ainda que com todos esses deslizes semânticos, técnicos e teóricos que leituras tão heterogêneas impõem. Isso porque não falei de meus interesses pelo discurso, pelo poder e pela ideologia. Volto a estes temas em breve, aqui mesmo neste blog.    
     
     



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

MEDITAÇÃO LUMINA - MEDITAÇÃO TERAPÊUTICA - Método Óctuplo

Caros,
Apresento a

MEDITAÇÃO LUMINA - MEDITAÇÃO TERAPÊUTICA - Método Óctuplo
São Cursos de Meditação Lumina, método que elaborei, a partir da filosofia indiana inventarista Sámkhya, em oito passos, com a duração de 8 encontros de 2 horas (16 horas), feitos individualmente ou em grupo de até 6 pessoas. É um método de meditar que coloca o meditante no centro de suas conquistas mentais e corporais, usando o instrutor apenas para guia de aprendizado inicial. Em poucas horas o aluno torna-se mestre de si podendo dar seguimento à Meditação Lumina de modo independente do instrutor.
Leia mais abaixo ou vá até:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-98932009000200006&script=sci_arttext.

Valor do curso em grupo: R$350,00
Dias e horários: variados; informe-se sobre novas alternativas
Curso Particular: R$600,00 com hora marcada
Para maiores informações consulte-nos pelo telefone 11-99573.3214.

Como há praticantes que atingem melhores resultados fazendo meditação com acompanhamento ou em grupo, sugiro frequentar meditações com pequenos grupos para práticas semanais de 50 minutos.
Terças ou quartas: das 07:00 às 07:50h; para outros horários consultar disponibilidade. Valor por aula: R$40,00

Local:
Rua Afonso Celso, 901A - Vila Mariana - Próximo ao Metrô Santa Cruz
11-995733214 e 11-98989.9292
E-mail: levileonel@yahoo.com.br
Skype: levi.leonel
Opiniões, leituras, fragmentos de textos: http://levileonel.blogspot.com
Cotidiano: http://avidanaserradocervo.blogspot.com

MEDITAÇÃO TERAPÊUTICA LUMINA - Método Óctuplo

            A MEDITAÇÃO LUMINA ultrapassou os limites dos mosteiros e templos indianos, chineses e japoneses para instalar-se, definitivamente, no cotidiano de pessoas as mais diversas e sem compromisso com religiões ou filosofias religiosas. A meditação da qual falaremos aqui é a da tradição Samkhya – um tipo de meditação usada para terapia de diversos comprometimentos físicos e psíquicos. Denominamo-la Meditação Terapêutica LUMINA - um método de introspecção com objetivos bem demarcados e estruturados. Trata-se de uma técnica de si, um trabalho de si, uma arte de si, cujo conceito central é o de isolamento/integração pessoal, um proverbial estado de quietude existencial extremamente útil na saúde geral, que não implica afastamento do mundo.

       A Meditação Terapêutica Lumina situa-se entre as práticas contemplativas, de concentração mental, de abstração dos sentidos e da mente, bem como do relaxamento geral fisio-psíquico. Alivia quase todos os distúrbios psicossomáticos (de asma à propensão a fazer acidentes físicos) além daqueles efeitos deletérios do estresse. É, também, o pré-requisito para meditações cada vez mais profundas até que se alcance o Kaivalya, o nome indiano para um estado de profundo isolamento e ao mesmo tempo de integração com o mundo – ferramenta muito especial para operar mudanças internas ao eu e no ambiente.
            
           A prática da Meditação Terapêutica Lumina é simples e fácil. Não pede requisitos intelectuais ou capacidade mental superior; requer apenas disponibilidade de quinze minutos diários e um local minimamente confortável. O resto se conquista com paciência e dedicação. Desde a primeira meditação os resultados são completamente visíveis, tanto para o praticante como para quem observa de fora. Rapidamente mudam-se as relações com o tempo, com as pessoas e consigo mesmo. Diminui o estresse, aumenta a eficácia no trabalho e produz estados de contentamento existencial.

Benefícios:
            A Meditação Terapêutica Lumina aumenta a eficácia de sete circuitos vitais humanos: 
a) circuito genésico, aumentando a libido para a vida; corresponde ao chakra básico ou sexual na tradição indiana;
b) circuito cinestésico, criando resistência a dor, consciência espacial, redução dos distúrbios de medo; corresponde ao chakra umbilical;
c) circuito volitivo, criando calma e concentração e reduzindo impulsividade autodestrutiva; corresponde ao chakra epigástrico;
d) circuito afetivo, produzindo autoconfiança, afetividade; corresponde ao chakra cardíaco;
e) circuito mnésico, estimulando a comunicação, desinibição e memória; corresponde ao chakra laríngeo;
f) circuito mental, aumentando a espessura do córtex órbito/frontal, tálamo e giro frontal inferior, produzindo memória elástica e segura; corresponde ao chakra frontal;
g) circuito do córtex pré-frontal, cingulado e insulado, produzindo ondas alfa e teta, que, por sua vez, levam a estados conscienciais de profundo aquietamento existencial, relaxamento, atenção e resiliência psíquica; corresponde ao chakra coronário;
            Estas conquistas da Meditação Terapêutica Lumina constituem a parte inicial de um processo que leva à saúde existencial por meio do “isolamento/integração” (Kaivalya), estado de profundo alerta mental, mas sem ansiedade ou estresse. Sintomas de angústia, raiva, hostilidade, dor, falta de ar diminuem ou desaparecem pelo acalmar dos pensamentos, pela clareza da percepção, confiança, coragem, intuição e flexibilidade psíquica. Há uma aproximação mais significativa consigo mesmo e mudanças benéficas em fatores psicológicos mais profundos causadores de estresses.
            A plataforma teórica deste trabalho é um entrecruzamento da teoria do amadurecimento de D. W. Winnicott e do conceito de Kaivalya da filosofia inventarista Sámkhya de Kápila. De Winnicott extraímos o que ele chamou de “solidão essencial” um estado que vivemos na primeiríssima infância, ligado quase que exclusivamente ao corpo, onde apenas existe um vivente e não um experimentador (este já um estado bastante sofisticado de sujeito social). Esse estado é retomado cotidianamente em diversas formas: no sono profundo, pós-orgasmo, depois de exercícios físicos extenuantes, até cochilos e certas recusas de manter relações pessoais e muitas outras inatividades seguidas de ataraxia, anestesia e solitude. Não se trata de uma fuga do mundo, mas, pelo contrário, um armar-se de uma excelente ferramenta de atuação no mundo, com a calma e fortalecimento necessários para fazer frente às vicissitudes cotidianas ou extraordinárias.
            Em resumo, a Meditação Lumina visa alcançar uma sequência de estados pessoais, físicos e mentais, que se aproximam daqueles estados da solidão essencial. Seus trabalhos mais visíveis são: estabilização do pensamento até que se torne controlado pelo meditante; controle da vontade, até que esta força possa voltar-se favoravelmente para o praticante; melhor relacionamento com os próprios impulsos diminuindo a escravidão pelas premências psíquicas e corporais. O Samkhya de Kápila tem um nome muito peculiar para este estado da meditação – Kaivalya – que significa, entre outros sentidos, “isolamento” e “integração” tudo ao mesmo tempo. Trata-se de estar isolado do mundo e do próprio ego, somente para retornar a eles de modo integrado. O isolamento produz integração, em outras palavras. Quando o meditante alcança o isolamento acaba por funcionar melhor no mundo e em relação ao próprio ego, podendo influenciar e também se adaptar a eles. É uma revolução interior que sempre se espalhará pelo mundo. Ser meditante é tornar-se, dia a dia, melhor pessoa, uma pessoa total, um ser humano responsável pelo mundo em que vive; uma busca de si mesmo. Em última instância meditar é um dos prazeres da vida; e como todos os grandes e refinados prazeres, exige auto-estudo, trabalho e dedicação. Em um certo momento se torna uma forma de prazer como a enofilia (o prazer de usufruir do vinho) ou a gastronomia.

Levi Leonel de Souza - Psicólogo, psicanalista, grupoterapeuta, mestre em Ciências da                Linguagem, Psicologo Organizacional, Life coaching, elaborador da Terapêutica Samkhya, criador do Ashram – Centro de Estudos da Medicina, Arte e Filosofia da índia Antiga (1990-2002), dos Institutos Samkhya (2002-atual); atende clinicamente em SP. Publicou Energia Vital, 1999, Editora Roka, e uma série de apostilas com temas da filosofia indiana. Publica artigos e capítulos de livros sobre a relação do sujeito com seu corpo; dirige grupos de meditação em SP.