NINGUÉM, ATÉ AGORA, DETERMINOU O QUE PODE UM CORPO!
Li esta frase do sub-título quando tinha dezessete anos na Ética de Spinosa e ela jamais deixou de fazer efeito em meus dias, no meu trabalho (de desenhista a artista marcial, de terapeuta corporal a psicólogo). Sempre me refiz a pergunta do filósofo, esperando afirmar que sim, que conhecemos o poder do corpo e que podemos atuar nele e com ele. Apesar de todo o trabalho que tive em inventariar os poderes do corpo em várias culturas e práticas terapêuticas - do Sámkhya Sádhana indiano ao bioenergeticismo reichiano, da psicanálise do corpo às dinâmicas de grupo - o problema (ou solução!) do corpo permanece um nó a ser desatado (docemente se possível). Já inventei abordagens as mais variadas para entrar em contato com a riqueza do corpo na construção pessoal, entre elas a Terapêutica Sámkhya: um composto de técnicas de si (ou arte de si) usando a ciência indiana do conhecimento do corpo sutil - que envolve trabalhar com os marmas, centros energéticos que distribuem energia por todo o sistema afeto-pensamento-memória.
Em 2012 refiz as notas de pesquisas e dou mais um passo para chegar a uma resposta possível a Spinosa. Se não sabemos da totalidade dos poderes do corpo, pelo menos sabemos um a mais que pode ser a continuação desta longa e fecunda relação com o corpo enquanto um dos pivôs de nossa vida. Dai que proponho este Ateliê do Corpo, que trata de suas inteligências, na forma de uma abordagem teórico/prática ao corpo enquanto o sítio do estrangeiro, ou seja um lugar no qual, e a partir do qual, experimentamo-nos como estranhos a nós mesmos. Muitos de nós já nos deparamos com a sensação indescritível de viver algo que não nos pertence e que nos toma como se fosse de uma outra dimensão da vida, sendo poético. É disso que eu vou tratar nesse novo modo de abordar o corpo. Pois o corpo é um discurso do/no/com o mundo, em que está em jogo o sujeito e seus sonhos...
ATELIÊ DO CORPO!
O corpo é uma presença da qual não podemos prescindir em todas as situações do existir. O corpo é o ser de todas nossas possibilidades de existir; é um corpodiscurso, ou seja, é o ser que nos possibilita a subjetivação, o exercício da vida, o acontecer das leis. O corpo é campo do político e das polícias ideológicas. O corpo é um conjunto de afetividades.
Tendo isso em vista, apresento este Ateliê – a única palavra que pareceu-me incluir a ideia de uma ”arte de si” – fazendo uma abordagem ao corpo por meio de dinâmicas grupais, psicanálise do corpo, elementos das artes marciais e massagem Sámkhya (tradição indiana).
Li esta frase do sub-título quando tinha dezessete anos na Ética de Spinosa e ela jamais deixou de fazer efeito em meus dias, no meu trabalho (de desenhista a artista marcial, de terapeuta corporal a psicólogo). Sempre me refiz a pergunta do filósofo, esperando afirmar que sim, que conhecemos o poder do corpo e que podemos atuar nele e com ele. Apesar de todo o trabalho que tive em inventariar os poderes do corpo em várias culturas e práticas terapêuticas - do Sámkhya Sádhana indiano ao bioenergeticismo reichiano, da psicanálise do corpo às dinâmicas de grupo - o problema (ou solução!) do corpo permanece um nó a ser desatado (docemente se possível). Já inventei abordagens as mais variadas para entrar em contato com a riqueza do corpo na construção pessoal, entre elas a Terapêutica Sámkhya: um composto de técnicas de si (ou arte de si) usando a ciência indiana do conhecimento do corpo sutil - que envolve trabalhar com os marmas, centros energéticos que distribuem energia por todo o sistema afeto-pensamento-memória.
Em 2012 refiz as notas de pesquisas e dou mais um passo para chegar a uma resposta possível a Spinosa. Se não sabemos da totalidade dos poderes do corpo, pelo menos sabemos um a mais que pode ser a continuação desta longa e fecunda relação com o corpo enquanto um dos pivôs de nossa vida. Dai que proponho este Ateliê do Corpo, que trata de suas inteligências, na forma de uma abordagem teórico/prática ao corpo enquanto o sítio do estrangeiro, ou seja um lugar no qual, e a partir do qual, experimentamo-nos como estranhos a nós mesmos. Muitos de nós já nos deparamos com a sensação indescritível de viver algo que não nos pertence e que nos toma como se fosse de uma outra dimensão da vida, sendo poético. É disso que eu vou tratar nesse novo modo de abordar o corpo. Pois o corpo é um discurso do/no/com o mundo, em que está em jogo o sujeito e seus sonhos...
ATELIÊ DO CORPO!
O corpo é uma presença da qual não podemos prescindir em todas as situações do existir. O corpo é o ser de todas nossas possibilidades de existir; é um corpodiscurso, ou seja, é o ser que nos possibilita a subjetivação, o exercício da vida, o acontecer das leis. O corpo é campo do político e das polícias ideológicas. O corpo é um conjunto de afetividades.
Tendo isso em vista, apresento este Ateliê – a única palavra que pareceu-me incluir a ideia de uma ”arte de si” – fazendo uma abordagem ao corpo por meio de dinâmicas grupais, psicanálise do corpo, elementos das artes marciais e massagem Sámkhya (tradição indiana).
Público interessado: Qualquer pessoa que deseja uma introdução ao “saber do corpo” e como o corpo participa da constituição do ego, da saúde, dos processos de adoecimento, da angústia e dos processos de subjetivação.
Participantes: até 08 pessoas
Objetivos gerais: A proposta é dupla: a) uma introdução aos sentidos de corpo desde a antiguidade até a atualidade ocidental (soma, cemitério, corpo como alma, máquina etc.) e conceitos orientais de corpo; saber o que pode o corpo na contemporaneidade, o que é experiência do corpo; relaxamento, consciência corporal, tolerância psicofísica, resiliência e corpo; ansiedade, traumas e angústia; concentração, meditação, contemplação; foco, medo, corpo como campo lúdico; intuição corporal, auto-estima, auto-observação; b) Uma vivência, na forma de experiências de ser corpo, reconhecendo-o como fonte do eu e suas faculdades de modificar a existência a partir da pele, dos órgãos, dos músculos e da postura corporal.
Duração: 2 horas e meia
Orientador:
LEVI LEONEL DE SOUZA (CRP 04-IS113)
Psicólogo, psicanalista, grupoterapeuta, psicossomatista, mestre em Ciências da Linguagem, elaborador da Terapêutica Samkhya, criador do Ashram – Centro de Estudos da Medicina, Arte e Filosofia da índia Antiga (1990-2002), dos Institutos Samkhya (2002-atual); atende clinicamente em MG e SP. Publicou Energia Vital, 1999, Editora Roka, e uma série de apostilas com temas da filosofia indiana. Publica artigos e capítulos de livros sobre a relação do sujeito com seu corpo; dirige grupos de meditação em SP e MG, faz pesquisa sobre processos de subjetivação e das relações da psicanálise com o discurso.
Participantes: até 08 pessoas
Objetivos gerais: A proposta é dupla: a) uma introdução aos sentidos de corpo desde a antiguidade até a atualidade ocidental (soma, cemitério, corpo como alma, máquina etc.) e conceitos orientais de corpo; saber o que pode o corpo na contemporaneidade, o que é experiência do corpo; relaxamento, consciência corporal, tolerância psicofísica, resiliência e corpo; ansiedade, traumas e angústia; concentração, meditação, contemplação; foco, medo, corpo como campo lúdico; intuição corporal, auto-estima, auto-observação; b) Uma vivência, na forma de experiências de ser corpo, reconhecendo-o como fonte do eu e suas faculdades de modificar a existência a partir da pele, dos órgãos, dos músculos e da postura corporal.
| O Ateliê é dividido em seis Experiências de Si, sendo que são 5 ateliês urbanos e um sexto que se dá na forma de Retiro de fim de Semana - o Ateliê de Imersão: São eles: - Ateliê Urbano – Mandala + Meditação Lumina - Ateliê Urbano - Heart chakra + Meditação Lumina - Ateliê Urbano - Círculo mântrico + Meditação Lumina - Ateliê Urbano - Massagem indiana Abhyanga (oleação) em Grupo, após tapotamento, amassamento,tamborilamento + Meditação Lumina - Ateliê Urbano - Circulo yântrico/mântrico + Meditação Lumina - Ateliê de Imersão – Retiro de um fim de semana – Proposta de imersão para aprofundamento nas vivências dos cinco primeiros ateliês e expansão da consciência por meio do MRD – Método de Redução das Defesas (reação automática ao estresse); aprendizado de relaxamento e meditação pelo método Lumina. O Ateliê de Imersão pode ser Urbano ou Rural. Valor de cada Ateliê Urbano: R$150,00 - Quartas-feiras das 19:30 às 22:00h (entre em contato para saber qual será o próximo ateliê) Valor do Ateliê de Imersão Urbano: R$350,00 - Sábado, das 14:00 às 18:00h e domingo das 14:00 às 18:00h - mensalmente. Valor do Ateliê de Imersão Rural: variável; informe-se sobre os próximos Ateliês Rurais. |
Orientador:
LEVI LEONEL DE SOUZA (CRP 04-IS113)
Psicólogo, psicanalista, grupoterapeuta, psicossomatista, mestre em Ciências da Linguagem, elaborador da Terapêutica Samkhya, criador do Ashram – Centro de Estudos da Medicina, Arte e Filosofia da índia Antiga (1990-2002), dos Institutos Samkhya (2002-atual); atende clinicamente em MG e SP. Publicou Energia Vital, 1999, Editora Roka, e uma série de apostilas com temas da filosofia indiana. Publica artigos e capítulos de livros sobre a relação do sujeito com seu corpo; dirige grupos de meditação em SP e MG, faz pesquisa sobre processos de subjetivação e das relações da psicanálise com o discurso.
Local: Rua Machado de Assis, 789 - Aclimação (Ateliês urbanos)
Quartas: das 19:30h às 22:00h
Quartas: das 19:30h às 22:00h
Fones: 995733214 e 989899292

Com isso em mente acabei fazendo a questão que intitula a dissertação, O discurso encarnado: ou a passagem da carne ao corpo-discurso, pois em certo momento me pareceu que se poderia mostrar a passagem de simples tecidos vivos ao corpo pulsional ou ao corpo como efeito de linguagem. Nada que muitos autores, do campo psicanalítico já não houvessem tratado, com consequências importantes na compreensão de certos sentidos de corpo, para as ciências, mas que eu quisera olhar pela lente do discurso. Não fossem as contribuições de Orlandi, com sua abordagem ao corpo pela lente de uma teoria do discurso, localizando um corpo político, da pólis, unido ao corpo da cidade e não teria percebido que poderia me aproximar do corpo pulsional e do corpolinguagem pela via da historicidade, pelo ideológico. É certo que a carne estava ainda mais soterrada que antes, mas agora já podia falar de sua passagem ao corpo feito de discurso, ou seja, um corpo como efeito histórico e construído a partir de uma agência ideológica. Como psicanalista psicossomatista, frequentemente vejo uma espécie de retorno da carne, que um dia desaparecera na cortina de fumaça da elaboração simbólica, retomando um certo grau de infans simbólico, revivendo no sujeito um cerne sem voz, que retoma a cena vindo à flor da pele, pondo-o em carne viva.